Notas del episodio
Um “sem depois” em sagração. Uma espécie de elogio póstumo a algo que nunca recebeu o seu devido valor. Em memória do que existiu, a Sagração de quem Era coloca a interação humana com a natureza num prisma de louvor e ficção, num ato de negação, num ensaio acidental de greenwashing. Se o apocalipse fosse o fim, não haveria depois. O próprio termo “pós-apocalíptico” é na sua essência uma contradição. A ideia de que após um desastre climático há um depois é em si um ato negacionista de auto sabotagem, pois a Terra continuará a existir sem nós. E assim percorro o mundo, de forma irreversível, na incapacidade de acompanhar o tempo em que vivo.transforma através do nada.
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Entrevista conduzida por: Marta Santos
Perguntas: Marta Santos
Música de: Rui Dias, integrada na peça "Ballet de Cau ...