

TRAVESSIA: Ato II - O Apego
Note sull'episodio
Nem tudo aquilo que seguramos ainda nos pertence.
Às vezes, apenas temos medo de abrir a mão.
No Ato II de O Intervalo, o apego aparece nas formas mais comuns da vida cotidiana: na necessidade de aprovação, na busca por reconhecimento, na imagem que construímos de nós mesmos e na tentativa de encontrar segurança em tudo aquilo que pode desaparecer.
Este episódio percorre um território silencioso, mas profundamente humano: o momento em que começamos a perceber que aquilo que nos conforta também pode nos aprisionar.
Likes, respostas, expectativas, vínculos, conquistas, memórias. O apego raramente se apresenta como prisão. Quase sempre chega disfarçado de proteção.
E é justamente por isso que abrir a mão pode parecer tão difícil.
Desapegar não significa abandonar aquilo que importa, nem viver sem vínculos. Significa perceber quando o medo de perder começa a decidir por nós.
Há coisas que permanecem porque ainda fazem sentido.
Outras permanecem apenas porque ainda não tivemos coragem de soltá-las.
Mais do que eliminar desejos, O Intervalo propõe olhar para aquilo que seguramos e perguntar por quê.
Porque toda travessia exige movimento.
E ninguém atravessa uma ponte com os punhos fechados.