Conhecimentos Gerais - Auxiliar de Serviços Gerais da USP

Conhecimentos Gerais - Auxiliar de Serviços Gerais da USP

di Everton Rosa
Stagione 1

Disputa EUA x China: A disputa comercial, tecnológica (semicondutores/IA) e a questão geopolítica de Taiwan.

IA
A análise das Relações Internacionais no século XXI exige o domínio de arcabouços teóricos aptos a interpretar a transição de uma ordem unipolar, consolidada após o fim da Guerra Fria sob a hegemonia dos Estados Unidos, para um sistema multipolar ou bipolar assimétrico, caracterizado pela ascensão vertiginosa da República Popular da China. Para apreender a complexidade desse fenômeno, a Ciência Política e a Economia Política Internacional utilizam vertentes conceituais complementares que explicitam as dinâmicas de poder, a interdependência econômica e as disputas por liderança tecnológica.
Stagione 2

Arte e cultura no Brasil e no mundo.

IA
O estudo da cultura e da arte na Teoria Social exige a superação de concepções ingênuas que reduzem o fenômeno cultural a mero entretenimento ou a um adorno ornamental da vida comunitária. Na reflexão sociológica e antropológica, a cultura é compreendida como o tecido de significados, símbolos, valores, práticas e artefatos por meio dos quais as sociedades humanas constroem sua realidade, interpretam sua existência e organizam suas relações de poder. A antropologia interpretativa de Clifford Geertz define a cultura como uma teia de significados tecida pelo próprio ser humano, enquanto a sociologia crítica a analisa como um terreno dinâmico e disputado de hegemonia, dominação e resistência.

Características das sociedades nacionais e relações contemporâneas.

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O Estado-Nação moderno constitui a estrutura sociopolítica proeminente na organização das sociedades contemporâneas. A sua emergência resulta de um rigoroso processo de centralização do poder político, delimitação territorial e unificação cultural que se acelerou na Europa a partir da derrocada do sistema feudal e da consolidação do capitalismo comercial e industrial. Sob a ótica sociológica clássica, a definição de Estado encontra em Max Weber o seu ponto de inflexão. Para Weber, o Estado é a comunidade humana que, dentro de um determinado território, reivindica para si com êxito o monopólio do uso legítimo da força física. Essa dominação racional-legal estrutura-se por meio de uma burocracia impessoal, do controle do sistema tributário e do estabelecimento de um ordenamento jurídico normativo.

Desenvolvimento científico e tecnológico mundial.

IA
O estudo do desenvolvimento científico e tecnológico constitui um dos eixos centrais da reflexão sociológica contemporânea. Longe de se configurar como um processo linear, neutro ou meramente cumulativo de descobertas técnicas, a ciência e a tecnologia são construções sociais profundamente orientadas por vetores econômicos, políticos, ideológicos e culturais. Sob a ótica das Ciências Humanas, o fenômeno técnico ultrapassa a condição de um conjunto de instrumentos ou artefatos voltados ao domínio da natureza, consolidando-se como uma estrutura de poder que reconfigura a subjetividade humana, a organização do trabalho, as formas de sociabilidade e as assimetrias geopolíticas mundiais.

Meio ambiente.

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A compreensão contemporânea do meio ambiente ultrapassa a concepção cartesiana e biologizante que o reduzia a uma mera coleção de recursos naturais externos à práxis humana. Na Sociologia, na Antropologia e nas Ciências Humanas contemporâneas, o meio ambiente é concebido como uma construção socioecológica dialética, na qual sistemas sociais, arranjos culturais, estruturas econômicas e biomas naturais se interpenetram continuamente. A dicotomia clássica entre Natureza e Cultura, consolidada pelo pensamento iluminista e pela expansão do capitalismo industrial, postulava a dominação irrestrita do meio natural como pressuposto para o progresso da civilização. Contudo, as ciências humanas reavaliaram essa premissa ao evidenciar que a degradação ambiental é indissociável das assimetrias socioeconômicas, das relações de dominação e da reprodução das desigualdades estruturais.

Povos originários

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O estudo dos povos originários na Sociologia e na Antropologia contemporânea exige a superação de visões etnocêntricas e evolucionistas que, historicamente, reduziram as sociedades indígenas a etapas primitivas ou residuais do desenvolvimento humano. No campo das ciências humanas, a análise das populações nativas fundamenta-se na compreensão da alteridade, da sociodiversidade e dos modos próprios de produção da existência. Conforme formulado pelo sociólogo Aníbal Quijano, o processo de conquista e colonização das Américas instituiu a "colonialidade do poder", um padrão de dominação estrutural embasado na classificação racial da população mundial. Esse dispositivo colonial não apenas justificou a expropriação territorial e a dominação física, mas também operou o epistemicídio — o apagamento e a desvalorização sistemática dos saberes, cosmologias e formas de organização social dos povos autóctones.

Mudanças climáticas.

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A compreensão sociológica das mudanças climáticas exige a superação da premissa ingênua de que a crise ambiental é um mero fenômeno físico-natural desvinculado das estruturas sociais, econômicas e políticas desenvolvidas no Ocidente. Na teoria sociológica contemporânea, a degradação ambiental e as alterações no sistema climático global são interpretadas como consequências diretas da própria dinâmica da modernidade tardia.

Direitos humanos no Brasil e no mundo.

IA
A compreensão dos Direitos Humanos no campo das Ciências Humanas exige o afastamento de leituras a-históricas ou puramente jusnaturalistas, apreendendo-os como construções socio-históricas resultantes de intensas lutas sociais, conflitos políticos e transformações culturais. Na tradição da Filosofia Política e da Sociologia, a ideia de dignidade humana — que constitui o núcleo ontológico dos direitos fundamentais — encontra em Immanuel Kant um de seus alicerces conceituais mais expressivos. Kant postula que as coisas possuem preço, ao passo que as pessoas possuem dignidade; por conseguinte, o ser humano deve ser concebido como um fim em si mesmo, e jamais reduzido à condição de mero meio ou instrumento para finalidades alheias.
Stagione 3

O Tripé Universitário: Conceito e aplicação prática da indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão.

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A compreensão da Universidade de São Paulo (USP) enquanto instituição pública autárquica de excelência acadêmica e administrativa exige o estudo aprofundado do postulado estruturante do ensino superior brasileiro: o princípio da indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão, comumente denominado "Tripé Universitário". Longe de constituir mera diretriz pedagógica ou recomendação doutrinária, a indissociabilidade é um mandamento constitucional e regimental de eficácia plena que condiciona a organização, a distribuição de recursos orçamentários, o regime de trabalho dos servidores e a validade dos atos administrativos no âmbito da universidade.

Conselho Universitário (CO): Composição, papel deliberativo máximo e competências normativas.

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A estrutura organizacional da Universidade de São Paulo (USP) fundamenta-se no princípio constitucional da autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, preconizado pelo artigo 207 da Constituição Federal de 1988 e disciplinado no âmbito estadual pela sua legislação instituidora. Como autarquia estadual de regime especial, a USP possui poder normativo autônomo, expressando sua vontade soberana mediante atos administrativos normativos internos emanados de seus órgãos colegiados superiores. No ápice da pirâmide organizacional e decisória da universidade encontra-se o Conselho Universitário, designado regimentalmente pela sigla "CO".
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